Finalizando o assunto dos trotes... - Universo Atakima

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Finalizando o assunto dos trotes...

*Texto escrito no dia 16/05/2013*

Acho engraçado quando eu conto essa história agora, mas no dia estava com o sangue fervendo.
Estou na Universidade, cursando meu 1º período de Biblioteconomia e tem uma coisa que praticamente todo calouro teme: o trote.
Eu fiz meu médio num IF e os cursos técnicos já tem a cultura de aplicar trotes nos novatos, mas meu ano de ingresso não tínhamos veterano por ser um curso iniciado naquele ano e nenhum curso bagunçou com a gente, mas ainda vimos gente andando com tinta para pintar os outros, mas o máximo que faziam era desenhos no rosto (eu mesma deixei pintarem meu nariz), mas os nossos anos como veteranos fizemos um trote sadio: demos uma aula de boas vindas aos novatos.
Mas voltando ao presente, na universidade o curso o qual escolhi não tem a “cultura” de aplicar trotes. Até esse ano. No dia X nos prenderam na sala e querendo por moral, falaram que queriam amarrar a gente e pintar. Alegaram que nosso curso é desprezado pelos outros universitários e queriam fazer o trote para divulgação do curso. Nossa, eu sempre escolho o curso pelo trote que aplicam. Lá no sisu, quando escolhia o curso eu pensava “vou querer fazer engenharia por que pintaram e jogaram gordura de peixe nos calouros, mas, espera aí, oceanografia eles penduraram os alunos de cabeça para baixo”. (agora o vestibular virou “nota de trote”).
Biblioteconomia é um curso que trabalha diretamente com informação e também, com isso, somos formadores de leitores, temos cadeira sobre marketing até. Mesmo sem saber sobre publicidade e propaganda, não é preciso ser idiota para perceber que o trote é uma propaganda ruim do curso (além de ter matado muitos estudantes nas brincadeiras sem graça). Se o intuito é a divulgação do curso, que faça algo solidário. Faça que os calouros doassem alimentos, livros, que vá ler para as crianças em escolas publicas, creches, abrigos ou hospitais. Que faça essa diferença na sociedade. Duvido se uma emissora local não apareça para divulgar o “trote” diferente que o curso ofereceu.
O curso trabalha com conhecimento e informação, mas parece que isso falta na cabeça dos veteranos.
Acontece que, cada microssegundo que ficava trancafiada naquela sala barulhenta (e já estava com dor de cabeça antes disso tudo acontecer), eu perdia a mínima paciência que tenho em meu ser. Até que a raiva evaporou minha paciência e eu me encaminhei até a porta, mas não antes bater com força numa carteira, gritar com os veteranos que lá se encontravam, e a abri, mesmo com duas pessoas a segurando. Sai da sala. Quando olhei para trás, mais da metade da minha classe saiu atrás de mim.
Fomos almoçar no Restaurante Universitário (famoso RU com a fila imensa) quando vimos, algum tempo depois, os veteranos e o resto da nossa classe que ficou, todos pintados de tinta e maisena da cabeça aos pés. Pagaram uma vergonha ficando de joelhos para os veteranos, tiveram que jurar umas coisas e pedirão dinheiro lá na universidade debaixo de chuva.
Eu terminei de almoçar, voltei para o prédio do curso. Eles ainda estavam sujos e com fome porque ainda não tinham almoçado.
Grande trote de divulgação do curso. Deve ter despertado milhões de futuros calouros em biblioteconomia. Só que não.
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Assino meus textos como Miaka J. S. Freitas. 

Decolando no curso de Desing pela Universidade Federal do Maranhão - UFMA. Nas horas vagas procura por Um Sofá fofinho para cuidar dos blogs "Universo Atakima e "Um Sofá à Lareira". Além do canal "Insônia Nerd", aonde perde o sonho com as melhores obras desse universo. 
Estou tentando encontrar o meu próprio espaço para ouvirem minhas ideias e pensamentos meio que "insano" as vezes...
E por ai pela internet afora ainda pode encontrar outros lugares por onde anda meus textos!!

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