O mistério do livro - Universo Atakima

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

O mistério do livro



Estava por volta do meio dia, o sol em cima de minha cabeça sapicava minha pele.Havia acabado de sair para ir a escola como de costume.Detesto rotinas, realmente me deixa enjoada.

Esperava o ônibus, demorou uns 20 minutos até que havia chegado. Passei pela catraca e me sentei em um dos bancos que estava vazio. Sentei-me cansada por esse sol, como queria que chovesse. Senti algo no banco, levantei-me e peguei tal objeto, logo notei que era apenas um livro de poemas. Resolvi folhear, já que eu demoraria até chegar a minha escola.

Folheei folhas e mais folhas até ver algo que me chamou atenção: O dono do livro havia marcado um dos poemas. Li o mais depressa que pude e não havia entendido seu real significado para o dono do livro, o que me deixava ainda mais intrigada. Adoro mistérios.

Pensei em como era lamentável não ter mais pistas sobre esse possível dono até que achei um bilhete dentro do livro, onde, no final havia um nome: Fausto.

Nesse bilhete endereçado apenas a um amigo, pedia para o mesmo não se precipitar a cometer tal tragédia. Cada vez mais esse mistério me envolvia.
 
Será o dono o amigo que irá se matar ou apenas o Fausto tentando evitar tal tragédia? Como queria descobrir tudo sobre essa história.

Desci duas paradas depois, o mistério me fascinando tanto que perdi a noção do tempo ao meu redor. Ao caminhar para minha escola parei em uma casa pedindo uma lista telefônica emprestada. A senhora moradora foi muito gentil e trouxe imediatamente. Comecei a procurar: Fausto. Fausto. Fausto. Havia tantos Faustos que me decepcionei com minha idéia. Quase desistindo, eu achei o nome do dono do livro: Fausto Winchester.

-Bingo!!! - me exaltei e assustei a senhora.

Achei o telefone e o endereço dele, resolvi ligar e avisar que estava com o livro dele. Devolvi a lista (mas antes anotei os dados num papel) e corri para o primeiro orelhão mais próximo. Disquei o numero e esperei alguém atender. Depois de chamar pela quarta vez, ouvi uma voz:

- Alô? - era uma voz rouca.

-Ah, olá! Tudo bem? - estava tão nervosa - Quer dizer, desculpe... mas o senhor é o Fausto winderter...wind...quer dizer...

- Winchester! Sou eu mesmo.

-É porque achei seu livro no ônibus

- Que livro?

- Um livro de poesias de Ezra Pound - Ele era tão lerdo assim?

-Ahh, sim! É meu livro. Aonde e como sabe meu numero?

- Desculpe por me intrometer desse jeito, mas eu achei seu livro no ônibus que peguei mais cedo- já era uma da tarde - e vi seu numero na lista telefônica.

- Tem como me devolver?

-Tem como me se encontrar comigo na porta da escola Dom Pedro II , na Liberdade?

- Tem sim, espere exatamente aí. - desligou

Depois disso, caminhei calmamente para a porta do meu colégio e esperei. Onde estava meu juízo para dizer que encontrar um estranho na porta do meu colégio era errado, muito errado.

Esperei, esperei e esperei.

Por volta das duas da tarde quando começou a chuviscar, avistei um rapaz alto, cabelos negros e molhados pela chuva, caindo levemente pelo seu rosto.

-Olá!

-Oi - respondi sem jeito.

-É você que encontrou o livro? - perguntou

-É sim - entreguei o livro - e você é o Fausto?

- Não, não. Eu sou o Marcelo.

-M-Mas...

- Fausto me telefonou pedindo para eu fazer um favor a ele e viesse aqui pegar seu livro, já que moro perto daqui. Desculpe a demora - seus olhos eram de um azul tão lindo.

- OK! - o rapaz estava indo embora, criou a oportunidade para descobrir o mistério dessa história - Espera- ele havia parado - Você me disse que se chamava Marcelo, não é ?

-sim...

- Seu amigo Fausto deve ter um bilhete para você dentro do livro.

-Hmm...- murmurou ao pegar e ler o bilhete.

- Ele dizia que você queria se matar - o rapaz terminou de ler e ficou envergonhado - Ele realmente é para você? Realmente você queria se matar? Fiquei curiosa para saber.

- Problemas pessoais - disse, já caminhando.

- Desculpe mais uma vez, porém eu acho que isso não é a mais sábia decisão.

- Certo. Você está tão curiosa. Venha lhe pagarei um lanche e te conto ela toda.

Assim conheci aquele rapaz inteligente e um pouco melancólico que depois daquela tarde desistiu da morte.

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Assino meus textos como Miaka J. S. Freitas. 

Decolando no curso de Desing pela Universidade Federal do Maranhão - UFMA. Nas horas vagas procura por Um Sofá fofinho para cuidar dos blogs "Universo Atakima e "Um Sofá à Lareira". Além do canal "Insônia Nerd", aonde perde o sonho com as melhores obras desse universo. 
Estou tentando encontrar o meu próprio espaço para ouvirem minhas ideias e pensamentos meio que "insano" as vezes...
E por ai pela internet afora ainda pode encontrar outros lugares por onde anda meus textos!!

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